
Há meia-dúzia de anos atrás, quando estava no ambiente de "caserna" dos assistentes de sala do Teatro Nacional S.João, durante as 3 horas que demoravam algumas das fabulosas peças subsidiadas a 115% pelo Ministério da Cultura, o gangue juntava-se todo refastelado nos sofás dos corredores e tinha conversas altamente eruditas... Regra geral iam ter sempre aos mesmos assuntos: futebol, carros, sexo, mulheres e claro está, insultos que punham sempre em causa a masculinidade uns dos outros... Enfim, coisas de gajos, está-se mesmo a ver. Mas uma certa noite, a conversa começou na badalhoquice mas a certa altura resvalou para um assunto sério: toda a gente tem um preço. Partindo da pergunta lógica de quanto seria necessário dar a uma pessoa para matar outra, avançou-se para as questões sexuais. E foi mais ou menos assim:
"Se te dessem 1 milhão de Euros, tinhas relações sexuais com outro homem?"
A esmagadora maioria dos homens, sem pestanejar disse que não. Até que houve um que disse que sim, que fazia, desde que ninguém soubesse. E a coisa muda de figura. Afinal o preço não é para manter a sua "integridade física masculina heterossexual" intacta (o que quer que isto queira dizer) mas sim proteger a sua reputação de macho de barba afiada. "E por 5 milhões?" - alguém elevou a parada. E eles começam a pensar melhor... Chegou-se a duas conclusões: a primeira é que ninguém pode dizer nem que sim nem que não a estas propostas pois não se imagina com o dinheiro à frente. E para muita gente ver uma malinha saída dos "Soldados da Fortuna" cheiinha de notas de 10 euros a piscar o olho em troca de uma qualquer tarefa mercenária, seria tentação bastante grande! A segunda conclusão é que toda a gente de facto tem um preço... Não acreditam? Vejam abaixo!

Proposta para o
melhor emprego do mundo. Curador (ou zelador) das ilhas de coral ao pé da Austrália, durante 6 meses a troco de 150 mil dólares australianos (pouco mais de 100 mil USD). Das tarefas fazem parte a vigia e monitorização dos cerca de 2500 kms de barreiras de coral existentes, dar de comer aos peixinhos, buscar correio, etc. Ah, e o slogan para captar candidaturas, trabalhar pouco, durante pouco tempo, ganhar muito, num sítio paradisíaco. Mas há um pequenino, tinny minny winny problema, as tais letrinhas pequenas que quase ninguém vê. A bicharada que por lá habita (tubarões, sanguessugas, anémonas venenosas, etc.) é que também está disposta a fazer valer ao máximo cada cêntimo que por lá se ganha... Mas há malucos para tudo!
Como diziam os suecos da paralisia facial:
"Money, money, money, it's so funny..."