
Este grande Agente / Repórter que dá pelo nome de Pingú, aproveitou e muito as suas aventuras em Cuba, provando ser um verdadeiro bom vivant, um grande "party animal".
Desde já esclareço aqui o verdadeiro significado da palavra "pingú" em gíria cubana.
Dito pela famosíssima guia Juanita (aqui a segurar o nosso herói), é que ter um pingú é o mesmo que ter um grande "instrumento" sexual, ou seja, em linguagem brejeira (do género Fernando Rocha), ter "um grande malho", ou "se tivesse orelhas era um gato", etc, etc...
Pingú = a pila grande em Cuba... Imaginem o meu espanto (bem como do Pingú) quando tal nova nos é dada e nos dizem que o Pingú atado à cintura é das melhores armas de engate que se podia arranjar por lá (se resultou ou não, infelizmente não o posso revelar pois assinei um pacto de segredo no avião para cá)... Ainda tentámos desconversar com a Joanita mas foi impossível... Depois de umas piñas-coladas a mulher estava imparável e ficou toda maluca com o Pingú, chegando inclusivé a fazer interrogações comparativas do tamanho dos meus pés e... Bom, adiante!
Estava eu a dizer que o Pingú reinou literalmente em terras de ditadura... Para não o perder, o meu amigo andava sempre comigo bem juntinho de mim.
Curioso pelos costumes e tradições dos locais que visita, o grande Pingú não podia deixar de experimentar as especialidades cubanas. Charutos e mais charutos. Rum e mais rum.
No dia dos meus anos apanhou uma bordoada descomunal. E depois de posar ao lado de um shot de rum Havana Club, discretamente molhou o bico e ninguém mais o parou. E foi a tarde toda a cantar à desgarrada entretendo toda a gente. Ah... Que folião me saíu ele! O problema foi depois ter de virar o barco...
A gastronomia também tinha de ser experimentada. Por isso regalou-se bem regalado com lagostas e acima de tudo com a fruta local.
Apaixonado pela velocidade, não descansou enquanto não experimentou os carros clássicos que pululam pelas ruas, os side-car e até se montou numa locomotiva, o grande sacripanta! Ainda quis experimentar o camelo mas eu não autorizei... Ainda ficava sem ele no meio daquela maralha toda...
Em Havana ainda visitou lugares célebres como a Bodeguita del Medio (onde deixou a sua assinatura e "matou" mais um Ron Collins) e até encontrou o Comandante Che Guevara.
Depois da emoção da cidade, foi tempo de ficar de papo para o ar e aproveitar a "pulseirinha". Adorou a praia e a piscina (mais tarde hão-de aparecer fotografias sub-aquáticas com a nossa celebridade) e fartou-se de ir a banhos, aqui com o nosso grande amigo Kenny Meireles, de quem também se fez muito amigo durante a viagem. Deu longas caminhadas pelos extensos areais e até descobriu parentes afastados por estas bandas, ainda que mais bem altos que ele. Afeiçoou-se tanto a um primo mais ou menos da mesma idade que ele, que até o trouxe para Portugal e tem sido cada tainada de fruta e rum, que nem vos digo nada... Por incrível que pareça, o primo do Pingú só se podia chamar Ronnie, mas não Collins... Nem todos os dias é Natal!
Quase a finalizar, fica bem patente nesta chapa o sucesso que El Comandante Pingú ha hecho com las chicas por las tierras cubanas...
Pingú, gostaste e muito da viagem a Cuba... Ficaste com saudades e deixaste lá também muitas saudades. Quem sabe um dia lá voltaremos?
P.S. - Um momento algo estranho do Pingú em Cuba foi este... Que raio estava ele a fazer aqui?





