19.4.05

Pingú en tierras cubanas...

Escrito por Freddy |




Este grande Agente / Repórter que dá pelo nome de Pingú, aproveitou e muito as suas aventuras em Cuba, provando ser um verdadeiro bom vivant, um grande "party animal".
Desde já esclareço aqui o verdadeiro significado da palavra "pingú" em gíria cubana.
Dito pela famosíssima guia Juanita (aqui a segurar o nosso herói), é que ter um pingú é o mesmo que ter um grande "instrumento" sexual, ou seja, em linguagem brejeira (do género Fernando Rocha), ter "um grande malho", ou "se tivesse orelhas era um gato", etc, etc...
Pingú = a pila grande em Cuba... Imaginem o meu espanto (bem como do Pingú) quando tal nova nos é dada e nos dizem que o Pingú atado à cintura é das melhores armas de engate que se podia arranjar por lá (se resultou ou não, infelizmente não o posso revelar pois assinei um pacto de segredo no avião para cá)... Ainda tentámos desconversar com a Joanita mas foi impossível... Depois de umas piñas-coladas a mulher estava imparável e ficou toda maluca com o Pingú, chegando inclusivé a fazer interrogações comparativas do tamanho dos meus pés e... Bom, adiante!

Estava eu a dizer que o Pingú reinou literalmente em terras de ditadura... Para não o perder, o meu amigo andava sempre comigo bem juntinho de mim.
Curioso pelos costumes e tradições dos locais que visita, o grande Pingú não podia deixar de experimentar as especialidades cubanas. Charutos e mais charutos. Rum e mais rum.
No dia dos meus anos apanhou uma bordoada descomunal. E depois de posar ao lado de um shot de rum Havana Club, discretamente molhou o bico e ninguém mais o parou. E foi a tarde toda a cantar à desgarrada entretendo toda a gente. Ah... Que folião me saíu ele! O problema foi depois ter de virar o barco...

A gastronomia também tinha de ser experimentada. Por isso regalou-se bem regalado com lagostas e acima de tudo com a fruta local.

Apaixonado pela velocidade, não descansou enquanto não experimentou os carros clássicos que pululam pelas ruas, os side-car e até se montou numa locomotiva, o grande sacripanta! Ainda quis experimentar o camelo mas eu não autorizei... Ainda ficava sem ele no meio daquela maralha toda...

Em Havana ainda visitou lugares célebres como a Bodeguita del Medio (onde deixou a sua assinatura e "matou" mais um Ron Collins) e até encontrou o Comandante Che Guevara.

Depois da emoção da cidade, foi tempo de ficar de papo para o ar e aproveitar a "pulseirinha". Adorou a praia e a piscina (mais tarde hão-de aparecer fotografias sub-aquáticas com a nossa celebridade) e fartou-se de ir a banhos, aqui com o nosso grande amigo Kenny Meireles, de quem também se fez muito amigo durante a viagem. Deu longas caminhadas pelos extensos areais e até descobriu parentes afastados por estas bandas, ainda que mais bem altos que ele. Afeiçoou-se tanto a um primo mais ou menos da mesma idade que ele, que até o trouxe para Portugal e tem sido cada tainada de fruta e rum, que nem vos digo nada... Por incrível que pareça, o primo do Pingú só se podia chamar Ronnie, mas não Collins... Nem todos os dias é Natal!

Quase a finalizar, fica bem patente nesta chapa o sucesso que El Comandante Pingú ha hecho com las chicas por las tierras cubanas...

Pingú, gostaste e muito da viagem a Cuba... Ficaste com saudades e deixaste lá também muitas saudades. Quem sabe um dia lá voltaremos?

P.S. - Um momento algo estranho do Pingú em Cuba foi este... Que raio estava ele a fazer aqui?

16.4.05

Pela calçada de Emaús...

Escrito por Freddy |




O Pingú e eu vamos para Santiago de Compostela...
Depois do que fizemos em Cuba, precisamos de penitência e redenção!!!
Assim sendo, vamos de fim de semana até à Galiza ver o Botafumeiro em acção.
Depois contamos.

Aquele abraço a todos e até à volta!

13.4.05

Cuba: VAMOS BIEN!!!

Escrito por Freddy |




Ainda a curtir o jet-lag e um bocado adoentado devido às mudanças de temperatura entre o nosso país e Cuba, cá estou eu regressado desta verdadeira aventura turística que foi visitar a ilha de Fidel Castro, último reduto verdadeiramente comunista no nosso planeta.
Escusado será dizer que me arde o coração de saudade quando recordo os passos todos que por lá dei, tal a intensidade com que vivi a viagem no meio do grupo de finalistas da minha faculdade, o grupo Ron Collins, onde mais à frente se explicará o porquê desta designação.
Por onde começar então? Não é fácil e o mais fácil será talvez sermos um bocado aquilo que não somos em Portugal e em Cuba ainda menos: metódicos.

A terra - Havana é sem sombra de dúvida uma cidade verdadeiramente encantadora. Para um quase-parolo como eu que não viaja assim tanto como isso, é das cidades com mais pinta que se pode imaginar. Em suma, apaixonei-me verdadeiramente por esta metrópole onde se nota o encanto de outros tempos, quando deve ter sido verdadeiramente deslumbrante e brilhante. Hoje em dia, apesar da miséria latente e da pobreza e destruição constantes, quem conseguir ver um bocadinho mais longe do que ela é, descobre em Havana um tesouro incrível. Acima de tudo é uma cidade de pormenores, precisando por isso de algum tempo para pouco a pouco ir descobrindo o que ela nos pode dar. Curioso foi o facto de à maior parte dos meus companheiros de viagem, Havana não ter sido nada de especial, provando talvez que é uma cidade que se adora ou não. Eu amei!

O povo - Confesso sinceramente, apesar de termos vivido em Cuba circunstâncias especiais uma vez que lá chegámos no início do Luto pela morte do Papa e que durou 3 dias, que os cubanos foi das coisas que mais me desiludiu. Paupérrimos e pedintes como toda a gente me tinha dito. Agora pensava que mais simpáticos e afáveis, principalmente para com os turistas, a maior fonte de rendimento (legal) da ilha. Pelo que me pude aperceber, é capaz de ser preciso conhecer bem quem lá está para podermos conseguir deles algo mais que o puro interesse em nos explorar. Exemplo disso, a nossa guia turística, a Joanita. De início, fria e profissional, seca e sem dar confianças a ninguém. Quando viu que estava no meio de estudantes portugueses que se estavam a baldar para as fardas dos capitães-generais de Cuba, vem conosco para os copos e torna-se outra. Sempre a meter-se comigo e com o Pingú, às tantas só me diz isto em pleno boticário em Havana Vella: "Mira, Freddy, porque háblas tanto? Háblas más que el Comandante Fidel..." (!!!). Depois já cantava, ria e deixava-se gozar por nós. Uma querida.
Como a nossa guia, todos os cubanos trabalham para o Estado, por isso tudo o que possam fazer por fora é bem-vindo. Um taxista disse que fazendo 1 peso ou 1000 por dia, recebe sempre o mesmo, porque é que haveria de se esforçar? E é isso mesmo que eles são. Desmotivados. Lentos. Preguiçosos. Mas quem os pode censurar.
Até em Varadero, na estância da praia, eles estavam-se a marimbar para os turistas, sendo o serviço lento e fraco no geral. Algumas excepções como a Danay que nos aturava toda a santa noite a fazer bebidas para todos.
Ah, e não morrem de amores por portugueses, pois não damos grandes gorjetas, só lá vamos para nos emborracharmos e armamos sempre confusão em todo o lado porque queremos estar sempre juntos. Uma delas, quando lhe disse que não tínhamos grande pressa em nos sentarmos a jantar pois somos portugueses, respondeu que já estava farta de saber que éramos tugas (revira os olhos) e diz que é sempre a mesma coisa...
Apesar de tudo ainda dá para encontrar em Cuba figuras verdadeiramente inacreditáveis!

O regime - Toda a gente sabe que Cuba é o único país que se assume ainda como comunista e constatar como tal é vivido é uma experiência incrível. País nacionalista pois de 5 em 5 metros há uma bandeira nacional, o melhor será talvez mesmo as acções de propaganda por todo o lado, dando a ideia do paraíso que não é. Frases como "Libertad o Muérte" pululam e a publicidade não se fica só pela política, estendendo-se a outras áreas como o turismo.
A figura de Che Guevara é também uma constante e a Plaza de la Revolución é um sítio arrepiante onde se pode viver intensamente a atmosfera política de Cuba. Eu consegui!

Os carros - uma das grande atracções de Cuba, são resquícios da influência norte-americana. Os carros são de todos portanto são ofertados pelo governo a quem os quiser e quando avariam, abandonam-se em qualquer lado, podendo ir-se buscar outro.
Por falar em carros, é de realçar o autocarro local, mais conhecido por camelo onde viajam literalmente enlatados centenas de pessoas e onde, segundo a Joanita, de tudo pode acontecer, até engravidar pois ser roubado é o que de menos mal pode acontecer aos passageiros.

A praia - é tropical pois com certeza e portanto magnífica! O clima é altamente instável mas com uma tendência geral. Praia faz-se de manhã cedo pois à tarde começa a chover e ainda por cima aquela chuva tropical que nos faz transpirar tanto, mas tanto...Mas ainda deu para vir pretinho e apanhar altos escaldões!

A gastronomia - A comida é a verdadeira desilusão. Muito ocidentalizada, nada de especial pois é feita em doses maçicas. Ouvi dizer que o melhor é mesmo comer em casa de particulares mas para isso é preciso conhecê-los e não houve tempo para isso.

A bebida - o rum, ou ron em cubano. Ficámos de uma maneira geral com grande amizade por vários cocktails mas um se destacou: o Ron Collins. Quando o provei achei-o óptimo e perguntei quem era o Ron Collins, talvez uma personalidade importante de outros tempos. Nada disso! Ron de rum e Collins de água mineral de marca Collins. Muito bom e qualquer dia faço-vos um aqui na Zona. A destacar é também o sumo de piña, ou de ananás, um verdadeiro néctar. Aqui fica a chapa do trio Ron Collins a matar o último em pleno aeroporto de Varadero.

Conclusões - Fica muita coisa por dizer como por exemplo que tudo o que é genuíno de Cuba é caríssimo, tendo de recorrer aos mercados paralelos (charutos, rum e café). E muito mais gostava de contar mas o post já vai longo. Em suma, amei, adorei e hei-de voltar... Contigo ou sentigo, hei-de voltar!



(E a não perder brevemente, a reportagem completa de Cuba, pelos olhos do Agente-Repórter Pingú!)

1.4.05

Hasta la vista...

Escrito por Freddy |




Apesar de ser dia 1 de Abril, e de não achar que se esteja com grande espírito para brincadeiras estúpidas e mentiras por causa do estado de saúde do Papa, é bem verdade que o Agente Pingú e eu lá vamos embarcar para Cuba, feudo do Fidel e da "liberdade" do rum.
Assim, depois de passar o dia a ouvir:

-"O que é que levas na mala?"
-"E para te aqueceres?"
-"O que é que levas vestido na viagem?"
-"Compraste protector solar?"
-"Usa chapéu!"
-"Tem cuidado com o que bebes e a água só engarrafada, do cano nem para lavar os dentes..."
-"Cuidado com as cubanas(!!!)"
-"Atenção à máquina fotográfica!"
-"O quê?Vais levar essa camisola?"
-"Leva as t-shirts velhas e deixa-as lá."


etc, etc, etc...

Isto foi a sra. minha Mãe em discurso directo durante o dia de hoje, e não conto tudo senão nunca mais saía daqui. E mais impressionante é que já percebi a táctica. Se quero alguma coisa, tenho de começar por fazer o contrário pois a minha Mãe espingarda sempre... Enfim, amor, carinho e preocupação materna.

Boa viagem para o Pingú, para os meus amigos e para mim e o único motivo porque tenho pena de sair agora de Portugal é a nova campanha de lingerie da Isabel Figueira... Aquela borboletaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...

Até à volta e a Zona Franca (e as minhas avalanches de mails) váo parar uma semana e pico.

P.S.- Lembrem-se que faço anos dia 4, segunda-feira que eu também não!!!

1.4.05

Bork! Bork! Bork!

Escrito por Freddy |




Como é que eu poderia ir de férias sem vos dar esta magnífica prenda?!!
Só podia ser mesmo o cozinheiro sueco dos Marretas!!!
Aquele que fala e ninguém percebe nada...Que está sempre a atirar com os talheres para todo o lado...O único fantoche dos Marretas que inclui mãos humanas (sim, elas são verdadeiras!)...

Para mim, apesar de na generalidade vibrar com quase todos os personagens criados por Jim Henson e Cª, o cozinheiro sueco é decidamente o meu favorito.
Sketches curtinhos mas cheios de animação, improviso e acima de tudo muita insanidade...E ainda por cima com os velhotes no camarote a acolitarem estas receitas que são tudo menos aconselháveis.

Para não sobrecarregar muito a Zona, decidi deixar-vos duas receitas históricas sob a forma de link, bastando carregar em cima dele e esperar um bocadinho...

Que tal esta? "chiki in the baské...cum here chiki...two points"
Ou esta "di letusse et di bum-bum...di salád..."

Divirtam-se porque só dá mesmo para isso!